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quarta-feira, 12 de março de 2014

Quem tem diabete precisa ter cuidados especiais com a pele. Saiba quais são:

Quem tem diabete precisa ter cuidados especiais com a pele. Dra. Denise Franco, colunista da SBD e membro do Núcleo de Tecnologia, comenta o assunto em matéria publicada no portal do M de Mulher, da editora Abril. Pessoas com qualquer um dos dois tipos de diabete estão mais propensas a sofrer uma série de doenças de pele que, se não tratadas, podem resultar, em casos mais graves, em amputação. Veja como evitar esses sérios problemas. O diabete se expande pelo mundo num ritmo tão acelerado que em breve pode ganhar o funesto status de epidemia. No mundo todo, são 347 milhões de diabéticos, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Aqui no Brasil, 7,4% da população sofre com a doença, de acordo com pesquisa do Ministério da Saúde realizada em 2012. São números elevados e preocupantes porque o diabete é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e a principal causa de cegueira e falência dos rins, por exemplo. Não menos importante é a relação entre o distúrbio e a amputação de membros, do qual ele é o maior responsável.
A relação se explica porque todas as células do corpo são afetadas pelo alto índice glicêmico do diabético, incluindo as da pele. Essas alterações fazem com que haja maior propensão a sofrer lesões e à incidência de doenças como infecções por fungos e bactérias na pele. Se não forem observados e tratados corretamente, esses problemas podem evoluir e resultar em amputação. Por que a pele do diabético é diferente? Existem dois tipos de diabete. O tipo 1 é uma doença autoimune manifestada mais frequentemente entre crianças e adolescentes. Nela, a parte do pâncreas que produz insulina é atacada pelo próprio organismo e a pessoa precisa de doses diárias de insulina. O tipo 2, o mais comum na população, é uma doença crônica caracterizada pela resistência à ação da insulina e pela queda na sua produção. Os fatores de risco para o seu surgimento são obesidade, sedentarismo, herança genética, hipertensão, tabagismo, ovário policístico, e colesterol e triglicérides altos. Nos dois casos, a ausência ou insuficiência de insulina faz com que a glicose não entre nas células e o açúcar fica de fora, sobrando na circulação. "A insulina é muito importante para a pele porque ajuda, por exemplo, no crescimento dos queracinócitos, as células da pele", explica a dermatologista Flávia Ravelli, de São Paulo. Para a pele, essa alta taxa glicêmica, portanto, acarreta diversas consequências, como explicam, a seguir, Flávia e a endocrinologista Denise Reis Franco, de São Paulo. Mais fina e menos elástica Com o crescimento dos queracinócitos prejudicado, a pele perde espessura e elasticidade. Cicatrização lenta A glicemia alta provoca uma reação inflamatória nos vasos sanguíneos. "Enquanto nos vasos grandes a possível consequência dessa inflamação é a doença cardiovascular, no caso dos vasos pequenos, que nutrem a pele, ela prejudica a irrigação", explica Denise. Assim, a cicatrização de lesões na pele é mais lenta. Perda de sensibilidade Os nervos, embebidos em glicose e sem irrigação sanguínea adequada, ficam mais macios e não funcionam perfeitamente. O efeito é a perda de parte da sensibilidade da pele, além de coceiras generalizadas e da sensação de agulhamento (como se a pele estivesse sendo espetada). Infecções "No diabético, o sistema imunológico não funciona corretamente, o que aumenta a chance de infecções", diz Flávia. Elas podem ser causadas tanto por bactérias quanto por fungos, como é o caso das micoses e frieiras. Acantose nigricans Quando o organismo não consegue gerar insulina, paradoxalmente começa a produzir uma substância chamada fator de crescimento de insulina. Ela provoca a acantose nigricans, doença de pele na qual as regiões de dobras, como pescoço e axilas, ficam escurecidas. Dermatites A função de barreira para evitar a perda de água pelo organismo não funciona corretamente no diabético. O resultado é uma pele desidratada, propensa ao surgimento de dermatites. Vitiligo "Quem sofre de diabete tipo 1 tem mais chances de desenvolver outra doença autoimune", afirma Denise. É o caso do vitiligo, doença de pele na qual o próprio organismo ataca as células de pigmentação da pele e causa manchas brancas pelo corpo. Pé diabético A pele do diabético, portanto, está mais propensa a sofrer lesões e infecções de todo tipo. A combinação desse fator com outro, a sensibilidade cutânea deficiente, pode culminar num problema gravíssimo: o pé diabético. "Uma simples pedra no sapato pode machucar a pele e a pessoa não percebe porque tem pouca sensibilidade nas extremidades", explica Flávia. "A lesão evolui para uma infecção e, como a pele não recebe irrigação suficiente para recuperar o tecido lesionado, a infecção vai avançando até atingir músculo, gordura e até os ossos". Quando a situação chega a esse ponto, o pé precisa ser amputado para que a infecção não se espalhe pelo corpo. Como se prevenir - Examine a pele A principal medida de prevenção é examinar a pele, sobretudo dos pés, pela manhã e à noite. Procure por micoses entre os dedos, pequenas lesões e feridas pelo corpo e, se encontrá-las, vá ao médico assim que possível. - Hidrate-se Beba bastante água e use hidratante para a pele todos os dias para evitar a desidratação. "Um bom ritual diário é lavar os pés com água e sabão, secar bem e espalhar hidratante hipoalergênico, sem cheiro e dermatologicamente testado. Com esse procedimento, o diabético já vai acabar fazendo a inspeção da pele", sugere Flávia. - Cuide dos sapatos Use calçados confortáveis, de preferência os produzidos especialmente para diabéticos. Antes de calçar, cheque cada um em busca pedrinhas ou qualquer alteração na palmilha que possa machucar a sola dos pés. - Procure um podólogo Se possível, contrate um serviço especializado para cortar as unhas. Um simples corte ou "bife" arrancado durante o processo pode acarretar em infecção. Fonte: MdeMulher DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO GADA CAJAZEIRAS-PB ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO GADA CAJAZEIRAS-PB

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Produtos Light - Mudanças nas regras

Desde 2012 a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estabeleceu regras para os rótulos de alguns dos produtos industrializados, as quais passaram a valer para os produtos produzidos a partir de janeiro de 2014. Essas regras são fundamentais para a padronização dos rótulos e correta informação sobre os alimentos para o consumidor. Ademais, essas regras têm por objetivo se adequar as recomendações do Mercosul. A principal mudança, sobretudo para as pessoas com Diabetes, foi em relação aos produtos Lights. Agora a denominação light se refere a uma redução de no mínimo 25% de CALORIAS ou de ALGUM NUTRIENTE, que pode ser açúcar (sacarose), gordura total ou trans, sal (sódio). Além disso, não será considerado o uso da denominação “Light” para produtos que possuem a condição de “produto Light” devido a baixa concentração do nutriente encontrada naturalmente no produto. A característica que o define como light é possuir um benefício adicional em relação ao produto original. Essa mudança na definição é sem dúvida uma vitória para o consumidor, já que evita a propaganda enganosa. Muitos produtos conferiam a nomenclatura “Light” somente para fazer propaganda e, em muitos casos, supervalorizavam o valor de sua venda, sem na verdade agregar benefício adicional. Outras mudanças importantes ocorreram em relação ao conteúdo e tipo de gorduras, que são de especial interesse para as pessoas com Diabetes tipo 2 já que, envolvem produtos para a promoção da saúde cardiovascular. A Agência estabeleceu regras para os produtos denominados “Rico em” Ômega 3, 6 e 9, cujas quantidades devem conter o DOBRO das concentrações mínimas do alimento referido como fonte dos nutrientes. Ademais, ficou estabelecido que o termo “isento de gordura trans” deve ser usado quando o produto tiver no máximo 0,1g de gordura trans por porção e manter baixos os índices de gordura saturada e a não adição de sal. Essas medidas visam evitar que os nutrientes substitutos também sejam maléficos á saúde. É sabido que as gorduras trans e as saturadas (contidas nas carnes gordurosas e na gordura do leite e derivados) são as mais aterogênicas, agravando dessa forma os quadros de dislipidemias. A restrição do sal se deve a uma política de diminuição do sódio nos alimentos industrializados. Em relação as proteínas, ficou estabelecido que os produtos denominados com “Altos teores” devem especificar os aminoácidos e suas respectivas quantidades relacionados ao benefício nutricional. Atualmente muitos produtos enfatizam a importância das proteínas para a saúde, seja para formação de massa muscular, para reparação de tecidos ou mesmo como suplemento nutricional, contudo sem comprovar a sua relação direta com o benefício. A ingestão excessiva de proteínas sem indicação terapêutica pode promover uma sobrecarga renal além de aumentar o aporte calórico e consequente aumento de peso. Veja as principais mudanças clicando aqui. Sendo assim o Departamento de Nutrição da SBD recomenda que os produtos para fins especiais sejam utilizados com cautela e sob orientação do profissional especialista já que muitas vezes estes produtos somente terão efeitos benéficos, quando usados corretamente. Decom e Secom Gada Cajazeiras-PB FONTE:http://www.diabetes.org.br/colunistas-da-sbd/281-dra-marlene-merino/2434-produtos-lights-mudancas-nas-regras Leia mais: http://gadacajazeiras.webnode.com/news/produtos-light-mudan%c3%a7as-nas-regras/

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Crescimento da obesidade no Brasil e os riscos do Diabetes

Em entrevista à Rádio CBN, Dr. Walter Minicucci - Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, comentou a preocupação com o crescimento da obesidade no Brasil e os riscos do diabetes decorrentes dela. Foi frisado que a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem alertando sobre a epidemia de obesidade no mundo e que os números não param de crescer. Recentemente, sociedades médicas americanas, britânicas e canadenses lançaram a campanha "Action on Sugar", com o objetivo de estabelecer corte de até 30% do açúcar em alimentos industrializados. Dr. Walter Minicucci falou sobre a importância dessa campanha e que no Brasil, esse trabalho precisa ser feito a nível de população, com ações do governo. Acentuou que 17% da população brasileira está obesa, quando em 2006 eram 15%. “Se a indústria diminuir a quantidade de açúcar adicionado nos alimentos, como por exemplo, o achocolatado que a criança toma, refrigerante, já será uma diminuição muito significante no risco de obesidade”, disse o especialista. Destacou também a preocupação da Sociedade Brasileira de Diabetes com o aumento do número de pessoas obesas no Brasil, já que o excesso de peso é o grande fator no aumento do número de pessoas com diabetes.

Nova Gestão da SBD

Dr. Walter José Minicucci é o novo presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. A cerimônia de posse será realizada no dia 27 de janeiro, em São Paulo, no qual será dada a continuidade da gestão do compartilhamento e da educação continuada. Uma gestão que conta com a participação de várias pessoas de forma criativa e colaborativa, onde cada um contribuirá para uma grande realização. Diretoria Biênio – 2014-2015 Presidente: Dr. Walter José Minicucci (SP) Vice-Presidentes: Dra. Hermelinda Cordeiro Pedrosa (DF) Dr. Luiz Alberto Andreotti Turatti (SP) Dr. Marcos Cauduro Troian (RS) Drª. Rosane Kupfer (RJ) Dr. Ruy Lyra da Silva Filho (PE) 1º Secretário: Dr. Domingos Augusto Malerbi (SP) 2º Secretário: Dr. Luis Antonio de Araujo (SC) 1º Tesoureiro: Dr. Antonio Carlos Lerário (SP) 2º Tesoureiro: Dr. Edson Perrotti dos Santos (AL) Conselho Fiscal: Dr. Antonio Carlos Pires (SP) Dr. Levimar Rocha Araujo (MG) Dra. Denise Reis Franco (SP)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Quiabo e diabetes. Posicionamento da Sociedade Brasileira de Diabetes.

A Sociedade Brasileira de Diabetes vê com grande preocupação a divulgação por grandes veículos de comunicação, formas “alternativas” de tratamento do diabetes sem qualquer base científica, pelo seu potencial de malefício, especialmente para as pessoas portadoras de diabetes em uso de insulina. Mais especificamente desejamos nos referir ao Programa da Rede Globo de Televisão que divulgou os supostos benefícios da baba do quiabo para o tratamento do diabetes. Esclarecemos que não há qualquer evidência científica para tal uso e que portanto não o recomendamos. A Sociedade Brasileira de Diabetes reúne profissionais de saúde (especialistas, professores, pesquisadores), com o interesse em diabetes e tem como missão a compreensão dos fenômenos envolvidos, prevenção, diagnóstico, tratamento e cura desta doença e suas complicações que atinge no momento aproximadamente 13.4 milhões de brasileiros. Nestas áreas de estudos grandes avanços tem ocorrido nos últimos anos resultantes de vultuosos recursos utilizados na realização de pesquisas envolvendo milhares de pessoas portadoras de diabetes em universidades de todo o mundo. Embora ainda não curável, o diabetes na atualidade é perfeitamente controlado com medicamentos encontrados gratuitamente em farmácias populares e unidades básicas de saúde. A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que as pessoas portadoras de diabetes mantenham uma alimentação saudável, atividade física regular, uso de medicamentos prescritos pelo médico, incluindo insulina se necessário e visitem um serviço de saúde para realização de exames periódicos e consultas com outros especialistas quando necessário: cardiologista, oftalmologista, nefrologista etc. Por último, a Sociedade Brasileira de Diabetes esclarece que tratar diabetes não significa somente tratar a glicemia, mas tratar também o Colesterol, a Pressão Arterial, a Obesidade, o hábito de fumar, todos fatores de risco para a doença vascular, principal causa de morte na atualidade. Em 27 de dezembro de 2013. Por Dr. Laerte Damasceno – Editor-chefe do portal Dr. Balduino Tchidel – Presidente da SBD Dr. Walter Minicucci – Presidente eleito da SBD DECOM E ASCOM GADA CAJAZEIRAS-PB FONTE:http://www.diabetes.org.br/component/content/article/188-slideshow-home/2399-quiabo-e-diabetes-posicionamento-da-sociedade-brasileira-de-diabete

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Discutindo o Diabetes em cidades do Rio Grande do Sul.

Em 2013 a Sociedade Brasileira de Diabetes-Regional do Rio Grande do Sul promoveu quatro edições do Curso de Capacitação, Discutindo o Diabetes, nas cidades de Santa Maria, Passo Fundo, Pelotas e Caxias. Estes cursos foram realizados com o apoio das prefeituras dos respectivos municípios e tiveram uma carga horária de quatro horas cada. Foram destinados a médicos clínicos que trabalham no setor público especialmente nas Unidades Básicas de Saúde. Houve grande receptividade com uma participação média em cada curso de 60 profissionais de saúde, incluindo além de médicos, enfermeiras, nutricionistas e farmacêuticos. A ênfase foi dada a aspectos práticos do dia a dia no diagnóstico e tratamento do diabetes, incluindo o estudo de Casos Clínicos. A excelente repercussão motivou a direção da SBD-RS, estudar a extensão do programa na próxima gestão, 2014-2015. DECOM E ASCOM GADA CAJAZEIRAS-PB FONTE:http://www.diabetes.org.br/sala-de-noticias/2396-discutindo-o-diabetes-em-cidades-do-rio-grande-do-sul